sexta-feira, 11 de junho de 2010

Coragem, competência e sensibilidade social: três características muito presentes em toda a vida de Dilma (parte II)

Biografia de Dilma Rousseff (Década de 1970)

Em janeiro de 1970, Dilma é presa no centro de São Paulo e torturada nos porões da Oban (Operação Bandeirantes) e do Dops (Departamento de Ordem Política e Social). Condenada pela Justiça Militar a dois anos e um mês de prisão, ela só é libertada após passar quase três anos no presídio Tiradentes, em São Paulo. No final de 72, volta a Minas Gerais para recuperar-se junto aos seus familiares.

Em 73, muda-se para Porto Alegre, onde Carlos Araújo (marido), capturado pela repressão em julho de 70, cumpre pena de quatro anos. Depois de um tempo com os sogros, aluga um apartamento e entra num cursinho pré-vestibular, pois a Universidade Federal de Minas Gerais havia jubilado e anulado os créditos dos alunos envolvidos com organizações de esquerda.

Em 74, Araújo é libertado e retoma a advocacia, enquanto Dilma ingressa na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Em 75, ela começa a trabalhar na FEE (Fundação de Economia e Estatística), órgão do governo gaúcho.

Em 76, Dilma torna-se mãe de Paula Rousseff Araújo e, no ano seguinte, conclui o curso de Economia. A essa altura, o desgaste do regime militar faz renascer a esperança na volta da democracia. Dilma engaja-se na campanha pela Anistia, organiza debates no IEPES (Instituto de Estudos Políticos e Sociais) e, junto com Carlos Araújo, ajuda a fundar o PDT do Rio Grande do Sul.


Confira também:

Coragem, competência e sensibilidade social: três características muito presentes em toda a vida de Dilma (Parte I - Décadas de 1940, 1950 e 1960)

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