domingo, 17 de janeiro de 2010

Uma caneta. Uma folha.

Acompanhamos ultimamente várias noticias referentes à política, aos artistas, aos comunicadores, as tragédias no Brasil e no Mundo. Notícias que nos fazem refletir um pouco sobre o “estágio de evolução” por qual passa a humanidade. Ficamos absurda e imediatamente informados sobre os acontecimentos que acometem a humanidade nos quatro cantos do planeta.

Lemos, comentamos, digitamos, repercutimos de tudo um pouco, e um pouco mais, quase que instantaneamente num ritmo tão veloz que a gente não pensa mais em parar. Mas, nesse domingo eu parei. Forçadamente por um determinado período, mas parei. Parei justamente por causa de uma das mais velozes tecnologias: a energia elétrica. Ou melhor, devido à falta de energia elétrica aqui na minha cidade do interior da Paraíba.

Faltou energia mesmo na parte final do filme Crepúsculo, o qual estava assistindo curiosamente numa tarde de domingo chuvosa com raios e trovões, quem assistiu ao filme sabe o porquê deste detalhe. Peguei então meu celular e comecei a ouvir as poéticas músicas de um cantor gaúcho chamado Maninho, que por sinal são muito belas. Ouvindo a música direcionei o meu olhar para uma caneta e uma folha abandonada próximo ao DVD e deu-me uma vontade de escrever. Sempre gostei de escrever versos.

Daí começou a fluir versos curtos sobre a “caneta e a folha abandonadas” por este blogueiro (risos), e mais uma vez percebi que eu estava parado mesmo. Parado na velocidade deste mundo virtual e real da internet, que me fez abandonar um gesto simples e fascinante que é a escrita numa folha de papel com uma caneta velha. Não faltou inspiração ao abrir a janela do meu quarto e poder contemplar aquele nevoeiro dominical rasgando as serras de minha pequenina Belém da Paraíba.

Porém, os vários minutos sem energia elétrica deu tempo de escutar uma boa música no celular, escrever um breve poema, escrever este artigo, contemplar a chuva, a montanha, a natureza, e agora, como a energia está normalizada, vou terminar de assistir o final do filme Crepúsculo. (risos). Ah! Mas, qual a importância desse artigo mesmo? Não sei. Se servir para alguma coisa depois vocês me falem.

6 comentários:

Lúcio disse...

Só serviu mesmo para os seguidores do blog saber como foi o tempo na nossa querida belém e me deu uma curiosidade de saber sobre o filme pq aki em casa tambem tem uma caneta e folhas em branco falta somente o poeta... kkkk
Grande Junior nao sabia q vc tambem era compositor

Júnior Miranda disse...

kkkkk Que bom q serviu para alguma coisa Lúcio. De vez em quando gosto de escrever alguns versos, apenas isso. Obrigado por ler nosso blog. Até breve.

Zazá barros disse...

Ainda não consegui assistir ao filme Crepúsculo, mais bem sei que os jovens adoram! E isso tem que ser levado em conta. Porém o que muito me preocupa nos dias de hoje, é que os [jovens ] pouco se tem intimidades com a velha caneta, e o já amarelado papel, é isso ai! Pouco se sonha, muitos estão se deixando levar pelo MSN e pelo Orkut, que em nada os faz ou os ajuda a viver em um mundo de delírios e magia. Mundo este, que eles próprios seriam capazes de criar, armados apenas de uma velha caneta e uma amarelada folha de papel. Já foram os tempos em que a chuva, e a falta de energia eletrica, acalmavam as crianças e as faziam parar por algumas horas, ou um dia inteiro! Para se deixar envolver pela benéfica solidão á qual nesses mementos nos isola dentro de nossas casas e a qual nos faz admira-la, e pela qual nós nos permitímos viajar para o lugar de onde ela veio e para o lugar aonde ela iria parar. Jaz no tempo, as noites de escuro, por falta da energia elétrica, em que as crianças brincavam de cirandas, sobre o céu negro prateado de estrelas, em que pouco se importavam em perde o capitulo de sua novela favorita, ou o que estava longe, bem longe de acontecer! O tal MSN e Orkut,que hoje arrebataram de vez a inocência e os simples sonhos de uma geração que aos poucos esquece a velha caneta e o papel amarelado, para usar apenas os dedos ouriçados, e suas mentes conturbadas pela velocidade de informações que a net á eles passa. se deixam levar pelo jeitinho brasileiro, Tropeçando no português, se enroscando no inglês, e no fundo estão com toda a certeza de que o certo é se comunicar de qualquer que seja o jeitinho ou lugar. Sito a minha pessoa como exemplo, de odiar a velha caneta, e mais ainda! por ter que traçar letras mal formadas e erradas, em frases que para ás corrigir era um horror! Na velha folha amarela de um caderno qualquer, hoje sou feliz! Pois como num passe de mágica acabei por criar este texto em meu computador. Coisa que a alguns anos atrás, de certo eu teria um ataque de fúria por escrever tão mal, sem ter o fiel Word para disfarçar o meu déficit de atenção. Viva o computador, o Word, mais jamais matarei os sonhos e os delírios os quais antes eram criados pela velha caneta e o papel amarelado. Quanto ao crepúsculo um dia o assisto! e ao seu texto, eu já sabia! Que tens olhos de águia e espírito que vê a vida pelo ângulo espiritual, pois todo poeta não pertence á este mundo, vivi apenas em tentar o compreender-lo, na inútil tentativa de o fazer igual diante das diferenças existentes na alma dos que nele habita.parabéns!!

Júnior Miranda disse...

Não poderia deixar de agradecer a vc tbm meu caro Zazá Barros, pelas palavras. Obrigado.

Manoel Xavier disse...

Grande Júnior , a cada leitura que faço de seu blog aumenta minha certeza de que Belém possui um jovem , promissor e excelente escritor , parabéns Júnior que você sempre continue assim, abraços !!

Júnior Miranda disse...

Obrigado meu caro amigo, vc tbm está no rol das minhas boas amizades. Vlw!

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