sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ex-deputado Ramalho Leite revela em artigo detalhes do dramático episódio envolvendo o belenense Padre Adelino, novo Capelão da PM na Paraíba

Do Portal Focando a Notícia

O PADRE QUE VIROU CAPELÃO

Em um sábado do distante ano de 1987 do século passado, fui solicitado pelo advogado Paulo Freire para que passasse em sua casa, na cidade de Belém. Lá estava guardado o Padre Adelino, receoso de ser eliminado por integrantes da Policia Militar encastelados em Guarabira, sede do famoso Esquadrão da Morte denunciado com coragem e destemor pelo religioso nas emissoras de rádio e no púlpito.

A minha convocação tinha um objetivo: levar o Padre Adelino até o Chefe do Governo do qual eu era líder na Assembléia, para que pudesse, de viva voz, relatar diretamente ao Governador Burity as provas da existência do esquadrão e a individualização dos seus principais membros. Se é que daria tempo, pois o padre estava ameaçado de morte.

Estava prevista uma visita do Governador a Alagoa Grande no dia seguinte. Marquei a audiência com o Governador, mesmo sem consultá-lo, na residência do então prefeito Bosco Carneiro, onde ocorreu o encontro. Na ocasião, o Padre Adelino apresentou ao Governador do Estado e ao Secretário de Segurança as provas sobre o esquadrão e exemplos de suas façanhas, com detalhes ouvidos ainda pelo dono da casa e por esta testemunha da história.

O governador mandou tomar providências a respeito do assunto e garantiu proteção ao padre-denunciante.

Algum tempo depois fui chamado para uma missão inesperada. Para minha surpresa, ouço do Governador mais ou menos o seguinte:

- Procure Dom José e lhe diga para tirar o Padre Adelino da Paraíba. Se precisar o Estado ajuda, mas mande o padre para fora do País. As informações do serviço secreto da PM me dizem que ele vai ser morto e eu não tenho como evitar...

Encontrei-me com o Arcebispo naquela casinha humilde que morava ao lado da Igreja de São Francisco e lhe transmiti o recado, diga-se, carregado de constrangimento, pois o Governador revelava a impotência do Governo diante de um grupo criminoso existente na sua própria policia. Não sei se o Estado ajudou ou não. O certo é que Adelino foi mandado para Roma e por lá passou uns dois anos, só voltando depois de o esquadrão ser desmontado e seus integrantes identificados e processados.

No rastro da sua fama de aguerrido, foi candidato a prefeito de Belém, sua terra natal e depois eleito deputado estadual e vereador na Capital. Voltou à condição de vigário e para não perder o contato com as bases, celebrava aos domingos uma missa na Câmara Municipal pedindo pela cidade, seus dirigentes e seu povo.

Soube que Adelino voltou a ler o Diário Oficial. Foi nomeado Capelão da Policia Militar. Sempre polêmico, na política trocou de lado como quem troca de batina. Na sua missão religiosa, marca um tento. A Polícia que outrora lhe metia medo, agora será o seu rebanho. Os sicários do passado estão presos. O padre marcado para morrer continua vivo, graças a Deus!

4 comentários:

Anônimo disse...

Você é um babão de Paulo Freire.

Júnior Miranda disse...

Putz! Essa não entendi. rsrs

Marcelo do PT disse...

Kkkkkkkk! Acho que esse anônimo é um pé de boi com o tutano entranhado, kkkkkkkkk, talvez tenha tanta raiva de Pulo Freire por ele ter sido o principal responsável por ter colocado João Pedro no banco dos réus como mandante do assassinato de Lula Firmino.

Felipe disse...

Junior, kkkk esse é um caso claro de ANALFABETO FUNCIONAL. Aquele que sabe ler, escrever e contar, mas não consegue compreender a palavra escrita. Caro anônimo, vc foi no mínimo incoerênte no seu comentário em relação ao post, cara se vc fala que o Junior é "babão" do Padre Adelino, ai sim. Mas vc, colocou um nome que foi citado apenas como um mero coadjuvante enquanto que o protagonista da história é o Padre... Pô vei se liga!!!

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