quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O "barulho" da natureza.

Estava eu lendo as primeiras páginas do livro Filosofia, Política e Liberdade, de Roland Corbisier, no quintal de minha casa - local mais tranqüilo, com pouco barulho - numa cadeira de “balanço”, quando de repente ouço o barulho dos coqueiros sendo alvejado por fortes ventos, marrecos cantando seguidamente “tô fraco, tô fraco...”, os pardais nas mangueiras com seus monótonos cantos, os galos cantando com um sincronismo olímpico impressionante. A natureza estava barulhenta.

Com tudo isso, parei, e comecei a refletir sobre os “barulhos da natureza”. Apesar de morar no interior havia tempo que não prestava a atenção a esses sons. Talvez pela correria da vida moderna, com os estudos, o trabalho, as ferramentas tecnológicas, eu não estava parando para escutá-los. De início estava me incomodando, mas depois parei para ouvi-los por alguns minutos, e percebi sua sutileza e harmonia.

Compreendi a “filosofia” dos sons da natureza. Participei, democraticamente, por minha escolha, da “política” que a natureza estava fazendo, ao ouvi-la e questioná-la. E pude concluir que uma das coisas mais importantes para a natureza, e para o ser humano, é a “liberdade” de poder manifestar os “pensamentos”. Que em relação ao homem com natureza, é saber respeitá-lo e preservá-lo dos “pensamentos destruidores” do homem moderno.

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