Por Júnior Miranda
A eleição de 2010 deixou um amontoado de cacos políticos espalhados dentro dos partidos na Paraíba. Nunca houve uma divisão tão forte nos partidos quanto nas eleições deste ano. Vejamos:
A eleição de 2010 deixou um amontoado de cacos políticos espalhados dentro dos partidos na Paraíba. Nunca houve uma divisão tão forte nos partidos quanto nas eleições deste ano. Vejamos:
No PMDB, apesar de aparente união, fala-se que o grupo do governador José Maranhão ficou chateado com o pífio resultado do candidato em Campina Grande, cidade sob o comando do jovem prefeito peemedebista Veneziano Vital do Rego, o qual pretendia disputar o cargo de governador agora em 2010, mas foi preterido pelos dirigentes da sigla. Há quem diga que assessores e simpatizantes de Veneziano e do irmão e senador eleito Vitalzinho, não ficaram muito tristes com a derrota do governador.
Ainda no PMDB, resta saber qual o grupo falará mais alto dentro do partido. O grupo de Veneziano conseguirá maioria para enfrentar as outras tendências do partido, tendo a frente nomes como Benjamin Maranhão, Manoel Júnior, os quais são considerados fiéis ao governador José Maranhão? Pelo menos, Veneziano terá o apoio do ex-governador Roberto Paulino, que sempre simpatizou com a indicação de Vené para governador nesta eleição, mas foi derrotado.
Já no PSDB, a briga escancarou-se de vez na Paraíba. O senador Cícero Lucena, um dos coordenadores da campanha de José Serra no Nordeste, apoiou e fez campanha para o peemedebista José Maranhão, arquirrival do seu companheiro de partido, o ex-governador Cássio Cunha Lima, o qual apoiou Ricardo Coutinho (PSB), antigo desafeto de Cícero Lucena.
Vale destacar que foi através das denúncias do então deputado estadual Ricardo Coutinho, e hoje governador eleito da Paraíba, que o tucano Cícero Lucena foi preso pela Polícia Federal acusado de fraudar licitações de obras na capital paraibana.
No Partido dos Trabalhadores, não foi diferente. A disputa se deu entre o grupo do atual presidente do partido na Paraíba, Rodrigo Soares, e o do deputado federal reeleito para o 3º mandato, Luiz Couto. Rodrigo foi candidato a vice-governador junto com Maranhão, e Couto declarou apoio ao socialista Ricardo Coutinho.
Ao final, o deputado estadual Rodrigo Soares, que concluirá seu mandato em dezembro, perdeu a eleição para vice-governador, ficou com a imagem arranhada junto à direção nacional do partido por atrapalhar a campanha de Luiz Couto, cortando, por exemplo, programas eleitorais no Rádio e na TV, e ainda, ao que tudo indica, perderá a maioria dos seus apoiadores na direção estadual.
Já Luiz Couto, além de reeleito pela terceira vez consecutiva para deputado federal, sendo o 5º mais votado da Paraíba e o 1º na capital João Pessoa, conseguiu mais votos que o candidato a deputado federal apoiado por Rodrigo, o atual deputado estadual Jeová Campos, que também perdeu a eleição.
No PC do B, o racha político também causou um fuzuê danado na Paraíba. Uma ala dos comunistas declarou apoio a José Maranhão, outra ala a Ricardo Coutinho. E a confusão tava feita, e ainda continua.
A mesma coisa aconteceu com outros partidos, como por exemplo, o PTB do deputado federal Armando Abílio. Numa hora apoiava Ricardo, noutra Maranhão, até o presidente da sigla o Bob Jefferson, quer dizer, Roberto Jefferson, intervir na querela. O sempre Armando acabou não se reelegendo.
Por fim, acho que os cacos tendem a se espalharem ainda mais, de uma forma ou de outra, com as eleições municipais em 2012. Ou não, já que, sejamos realistas, em matéria de política tudo é possível. O inimigo de hoje poderá ser o amigo de amanhã. Quer dizer, o adversário de hoje, poderá ser o aliado de amanhã. Se for para o bem da sociedade, pode até valer... Mas... O que vocês acham?











