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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Depois de atacar Dilma, Globo ameaça Marina para beneficiar Serra que continua caindo nas pesquisas

O Jornal Nacional entrou com tudo para tentar salvar a campanha de Serra, e agora quer incriminar a campanha de Dilma por causa de um ex-filiado do PT, o qual disse em entrevista a Folha de São Paulo que sempre votou no Serra, e que foi procurado por um filiado do PV de Marina Silva para acessar dados da filha de Serra, ex-sócia da irmã do banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal.

Tá na cara de William Bonner e da Globo a armação contra Dilma, e agora se estendendo contra Marina, já que a ex-petista se aproxima de José Serra nas pesquisas, empatando com o tucano em alguns estados.

A Globo, a Veja, a Folha de São Paulo, o Estadão junto com a turma do Serra armou a mesma coisa contra Lula em 2006, inventando uma estória de dossiê feito pelo PT. Resultado: Lula derrotou Alckmin, assim como derrotou Serra em 2002. E eles não aprenderam. Perderão novamente.

Mesmo com os ataques de Serra contra Dilma, a petista continua liderando em todas as pesquisas. Sinal de que os ataques de Serra, explorados pela imprensa que sempre esteve ao lado do tucano, não estão funcionando. Dilma continua liderando as pesquisas com folga.

Até o dia 3 de outubro, pelo que observamos, os ataques continuarão amplificados pelo chamado PiG (Partido da Imprensa Golpista). Enquanto isso, continuemos na trincheira democrática contra as manipulações e armações de Serra e da turma do PiG contra Dilma. A grande batalha se aproxima, mas a guerra continuará após a vitória de Dilma, assim como continuou depois da vitória de Lula.

sábado, 14 de agosto de 2010

A revolta do jornalista da Globo


Do site Carta Maior

Lembranças do JN

Contei em artigo publicado na revista Carta Capital e depois reproduzido no livro “A TV sob controle” o que vi e ouvi naquela manhã no Jardim Botânico, no Rio. Mostrei como se decide o que o povo brasileiro vai ver à noite, no intervalo entre duas novelas.

Laurindo Lalo Leal Filho*

O destaque dado pela mídia ao Jornal Nacional na última semana, em razão das entrevistas realizadas com os candidatos à presidência da República, trouxe a minha memória o episódio de cinco atrás quando acompanhei com colegas da USP uma reunião de pauta daquele programa.

Contei em artigo publicado na revista Carta Capital e depois reproduzido no livro “A TV sob controle” o que vi e ouvi naquela manhã no Jardim Botânico, no Rio. Mostrei como se decide o que o povo brasileiro vai ver à noite, no intervalo entre duas novelas. Ficou clara, para tanto, a existência de três filtros: o primeiro exercido pelo próprio editor-chefe a partir de suas idiossincrasias e visões de mundo cujos limites se situam entre a Barra da Tijuca e Miami, por via aérea.

O segundo e o terceiro filtros ficam mais acima e são controlados pelos diretores de jornalismo e pelos donos da empresa, nessa ordem. Não que o editor-chefe não tenha incorporado as determinações superiores mas há casos que vão além de sua percepção e necessitam análise político-econômica mais refinada.

As entrevistas com os presidenciáveis passaram, com certeza, pelos três filtros e os resultados o público viu no ar. O candidato do PSOL tendo que refazer uma fala cortada pela emissora e a candidata do PT deixando de ser entrevistada para ser inquirida. Para os outros dois candidatos da oposição a pegada foi mais leve, de acordo com a linha editorial da empresa.

Nada diferente do que vi em 2005 quando uma notícia oferecida pela sucursal de Nova York foi sumariamente descartada pelo editor-chefe do telejornal. Ela dava conta de uma oferta de óleo para calefação feita pelo presidente da Venezuela à população pobre do estado de Massachussets, nos Estados Unidos, a preços 40% mais baixos do que os praticados naquele pais. Uma notícia de impacto social e político sonegada do público brasileiro.

Ou da empolgação do editor-chefe em colocar no ar a notícia de que um juiz em Contagem (MG) estava determinando a soltura de presos por falta de condições carcerárias. Chegou a dizer, na reunião de pauta, que o juiz era um louco e depois abriu o jornal com essa notícia sem tentar ouvir as razões do magistrado e, muito menos, tocar na situação dos presídios no Brasil. O objetivo era disseminar o medo e conquistar preciosos pontos de audiência.

Diante dessas lembranças revirei meu baú com mensagens recebidas na época. Foram dezenas apoiando e cumprimentando pelas revelações feitas no artigo.

Reproduzo trechos de uma delas enviada por jornalista da própria Globo:

“Discordo da revista Carta Capital num ponto: o texto ‘De Bonner para Homer’ não é uma crônica. É uma reportagem, um relato muito preciso do que ocorre diariamente na redação do telejornal de maior audiência do País.

As suas conclusões são, porém, mais esclarecedoras do que uma observação-participante. Que fique claro: trabalho há muito tempo na Globo, não sou, portanto, isento.

Poderia apresentar duas hipóteses relacionadas à economia interna da empresa para a escolha do editor-chefe do JN:

1) a crise provocada pelo endividamento levou a direção da rede a tomar medidas para cortar despesas. Em vez de dois altos salários - o de apresentador e o de editor-chefe - para profissionais diferentes, entregou a chefia ao Bonner. Economizou um salário.

2) como é profissionalmente fraco, não tem experiência de campo, nunca se destacou por nenhuma reportagem, o citado apresentador tem o perfil adequado para o papel de boneco de ventríloquo da direção do Jornalismo.

A resposta para a nossa questão deve estar bem próxima dessas duas hipóteses. De todo modo, os efeitos são devastadores: equipe dividida, enfraquecida e só os mais inexperientes conseguem conviver com o chefe tirano e exibicionista.

‘Infelizmente, é um retrato fiel’, exclamou uma repórter experimentada diante do seu texto.

Eu me sinto constrangido e, creia-me, não sou o único por aqui”.

É a esse tipo de organização que os candidatos à presidência da República devem se submeter se quiserem falar com maior número possível de eleitores. Constrangimento imposto pela concentração absurda dos meios de comunicação existente no Brasil, interferindo de forma perversa no jogo democrático.

*Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial).

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Roberto Jefferson diz que JN deu apoio a Serra, foi violento com Dilma, e não falou do Arruda

Até Roberto Jefferson em seu twitter reconheceu que o Jornal Nacional, da TV Globo, deu apoio a José Serra (PSDB/SP), com "facilidades".

Ele, apesar de apoiar o demo-tucano, comentou no microblog:

"William Bonner e Fátima Bernardes facilitaram para o meu candidato. Foram mais amenos com ele."

"O Bonner e sua Fátima amarelaram perante o Serra. Foram violentos com Dilma e Marina."

Reclamou também que só ele foi citado no Jornal Nacional como má companhia, enquanto José Roberto Arruda foi esquecido:

"O Bonner me fez de Judas. Mas não falou do Arruda."

Sobre Marina e Dilma, ele disse que o JN forçou a barra: "As duas nada tem a ver com o mensalão".
.

“O William Bonner foi um "tigrão" com a Dilma e com a Marina Silva, já com o José Serra ele foi uma 'tchutchuquinha', ridículo"

Essa foi uma das frases mais retuitadas desde ontem no microblog Twitter. A revolta dos internautas contra William Bonner, âncora do Jornal Nacional, partiu de brasileiros das diversas tendências políticas, constrangendo até mesmo partidários de José Serra, como o deputado cassado Roberto Jefferson, o qual escreveu em seu twitter: “William Bonner e Fatima Bernardes facilitaram para o meu candidato. Foram mais amenos com ele.”

Apesar da campanha de José Serra utilizar, de forma covarde, “scripts” e perfis falsos no twitter para propagar mensagens contra Dilma mandando ela se calar, a revolta dos partidários de Dilma e de Marina com o comportamento grosseiro do apresentador no Jornal Nacional, continua sendo um dos assuntos mais discutidos no microblog.

A repercussão negativa do comportamento agressivo de William Bonner contra Dilma, diferentemente da forma como tratou José Serra, bem comportado, afável ao ponto de dizer “Não me obrigue a interrompê-lo. Me perdoe. Me perdoe. Sei que o senhor vai compreender”, está ganhando as ruas e as conversas sobre política no Brasil, além de unir, pela primeira vez, os eleitores de Dilma e de Marina. Todos reprovaram o comportamento diferenciado de William Bonner com José Serra.

São essas atitudes grosseiras que impregna a pecha de manipuladora da Rede Globo, e que, nos últimos anos, também vem “ganhando” a marca de emissora golpista, a qual continua perdendo audiência ano após ano entre as principais TVs no Brasil. Por que será que a Globo está perdendo audiência?

Veja, a seguir, o trecho do amável pedido de “perdão” de William Bonner ao José Serra. Parece até que o Bonner estava num confessionário ao repetir “me perdoe, me perdoe.” Enquanto que, com a Dilma... Vocês assistiram, né?


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dilma no Jornal Nacional: Lula dá flor a Dilma pela paciência no JN diante da grosseria de Bonner


Durante o comício em Belo Horizonte na noite desta terça-feira, o presidente Lula deu uma rosa à candidata Dilma Rousseff por ter mantido a "calma" na entrevista dada na véspera ao Jornal Nacional:

"Dilma, pela tua paciência, pela tua grandeza, queria te dar essa rosa e dizer pra você: não fique nervosa nunca, não perca as estribeiras nunca, não aceite provocação nunca, porque a verdade nua e crua é que tem muita gente com medo que uma mulher possa provar que tem mais capacidade de fazer muita coisa do que os homens já fizeram", disse Lula em um discurso inflamado em que atacou frontalmente a oposição.

Dilma foi a primeira presidenciável entrevistada por William Bonner e Fátima Bernardes, da TV Globo. Lula achou os ancoras agressivos com a candidata.

"Eu sinceramente esperava que, pelo fato de ser mulher e candidata, que o entrevistador tivesse um pouco mais de gentileza com a nossa candidata", afirmou ele, levando a plateia aos gritos. (Da Agência Reuters)


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