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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Centro de Humanidades da UEPB promoverá seminário “Pelo Direito à Terra e à Soberania Alimentar” em Guarabira-PB

O Centro de Humanidades (CH) da UEPB, em Guarabira, promoverá o Seminário Diocesano sobre o Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra, em parceria com a Diocese daquele município. O evento acontecerá nesta quinta-feira (26), a partir das 8h, no Auditório do CH, sob a temática “Pelo Direito à Terra e à Soberania Alimentar”. O Seminário busca discutir com os mais diversos segmentos da sociedade civil o tópico da propriedade rural, tendo em vista, igualmente, que haverá um plebiscito entre os dias 01 e 07 de setembro, organizado pela Diocese de Guarabira através das Pastorais Sociais.

Consta na programação, a presença do bispo diocesano Dom Lucena, Monsenhor Luis Pescarmona e da comunidade quilombola Caiana dos Crioulos, advinda da cidade de Alagoa Grande (PB). O professor e diretor do CH, Belarmino Mariano Neto e a coordenação estadual da Comissão Pastoral da Terra - que abordará o tema “Limite da propriedade da terra: um direito do povo, um dever do Estado” - também estarão presentes.

O Centro de Referência em Direitos Humanos do Agreste da Paraíba (CRDHA/PB) está contribuindo com o evento, bem como com promoção e defesa dos Direitos Humanos. Implementado no Centro de Humanidades em Guarabira, em março de 2010, o CRDHA funciona graças a uma parceria entre a UEPB e a Secretaria Especial de Direitos Humanos.

O objetivo geral do projeto compreende a instalação de um Núcleo Fixo de atendimento na cidade de Guarabira e o desenvolvimento de ações itinerantes através de quatro núcleos móveis. Os objetivos específicos envolvem o atendimento a cerca de 6 mil pessoas no período de execução do projeto; prestação de assistência jurídica nos casos necessários, priorizando a mediação; orientação de cidadãos sobre seus direitos; e construção de uma Rede de Direitos Humanos no Agreste da Paraíba.

Juliana Rosas

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os Dois Lados da Moeda

Por Rejane Soares*

“Money que is good nós no have” (dinheiro que é bom nós não temos) não existe um só brasileiro que não tenha falado isto pelo menos uma vez na vida, conforme disse os “mamonas”. É interessante notarmos a definição de dinheiro, um objeto confeccionado de papel ou moeda ou até mesmo na forma de ações, que por sinal não são palpáveis e serve para troca, diferente do usado na antiguidade clássica, como em Roma que era simbolizado por terras e metais preciosos, mas também indicava a importância do indivíduo além de classificá-lo em determinada classe social.

Esse que deveria garantir segurança, tranqüilidade e uma vida cheia de outras regalias, causa dor de cabeça, quando mal usado. Não podemos negar que diversas pesquisas para serem desenvolvidas necessitam de um bom investimento, o que requer muito dinheiro. Os projetos sociais também. Imaginemos ainda se fossem aplicados bilhões na educação pública hoje, não existiriam instituições privadas, e na saúde, as filas tornar-se-iam mitos.

Grana, bufunfa, dindin, gaita, faz-me-rir, tantos sinônimos para uma coisa apenas. O representante do “poder” de acordo com um sábio ditado, para conhecer um homem dê a ele poder e dinheiro.

Tantas coisas maravilhosas se pode comprar ou fazer com ele, quem não gostaria de ter o bastante e poder viajar o mundo inteiro. Este com ambição causa desgraças, desuniões, seqüestros, traições e até a morte.

A mídia está dando ênfase em um caso, infelizmente, bem comum em nossa sociedade. O da jovem Elisa que desapareceu da casa do amante Bruno, o mais interessante é que ela conhecia todo o perigo ao qual se expôs, no entanto, como a mesma havia dito em gravações não se afastou, pois queria ser famosa e em conseqüência rica. Quantos casos como esse. Outro fato não muito recente foi o de uma funcionária pública do TJ (Tribunal de Justiça), morta pelo marido, o qual estava interessado no seguro de vida dela. Um objeto que pode facilitar a tantas pessoas é usado de forma tão individual. Segundo Machado de Assis, alguns relacionamentos só duram o tempo em que se passa dando presentes (jóias e outros bens materiais).

Os pais deveriam educar seus filhos desde pequenos, mostrando que é mais importante ter dignidade e usar a remuneração para ter conforto sem esquecer os outros, desmontando a imagem criada há vários anos atrás, de que é importante apenas tê-lo. Se não o administrarmos, alguém o fará de forma equivocada. E com a orientação adequada conheceremos os dois lados da moeda.

*Acadêmica de Letras - UEPB/Guarabira

terça-feira, 1 de junho de 2010

De novo não! Professores da UEPB podem paralisar atividades

Os professores da Universidade Estadual da Paraíba podem parar na próxima quarta-feira caso o indicativo de greve seja aprovado em assembleia que deverá definir a decretação de paralisação por tempo indeterminando. A informação é do presidente da Aduepb, professor José Cristóvão de Andrade.

Ele disse que no último dia 27 foi realizada a Assembleia Geral Docente da ADUEPB, no auditório do Departamento de Biologia no CCBS. A reunião contou com a participação de dezenas de professores e professoras, e teve início às 9h50. Após os informes gerais, o tema que tomou conta da assembleia foi o veto do governador José Maranhão ao reajuste que a Universidade concedeu aos docentes da instituição.

“Todos(as) em suas falas entenderam esta medida como de total desrespeito a Autonomia da Gestão Financeira da UEPB, conquistada com muita luta por parte da Comunidade Universitária. O argumento do governador está furado, pois o mesmo teve que se render a luta da nossa comunidade depois de seis meses de greve (2001 / 2002), de um acampamento na Praça João Pessoa ao lamentável momento em que algumas lideranças entraram em uma greve de fome”, assinalou.

Ao final da assembleia, foram deliberados os seguintes encaminhamentos:

1 – Articulação de uma Audiência com a reitora professora Marlene Alves S. de Luna e a Procuradoria Jurídica da UEPB, juntamente com o SINTESP e DCE, para discutir a Autonomia Universitária e próximos enfrentamentos com o Governo de Estado.

2 – Realização de Seminário com a Comunidade Universitária para discussão permanente sobre: Planejamento e Desenvolvimento Institucional; Autonomia da Gestão Financeira e Expansão do Ensino Superior da UEPB; Orçamento Participativo; Democracia Interna; Política Salarial; Avaliação Institucional; Avaliação Docente; Política de Assistência Estudantil; e outras demandas.

3 – Contração de Escritório Jurídico para defesa das Ações e Direitos dos(as) Docentes da Ativa e Aposentados(as), sócios(as) da ADUEPB.
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4 – Convocação da Categoria para continuidade da Assembléia Geral para o DIA 02 DE JUNHO/10 (QUARTA-FEIRA) às 8h30 no CCT, com Pauta sobre Questões Jurídicas e a discussão da paralisação.
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Fonte: Portal MaisPB

terça-feira, 25 de maio de 2010

Centro de Humanidades da UEPB em Guarabira lança “Projeto Flores no Campus”


Publicamos a seguir o texto enviado por e-mail pela direção do Campus III da UEPB em Guarabira sobre o interessante projeto “Flores no Campus”, que visa recompor os canteiros do Centro de Humanidades com plantas nativas da nossa região agreste/brejo paraibano. Uma iniciativa simples e ao mesmo tempo inovadora pela mobilização da comunidade acadêmica, algo que não se via em outras administrações. É importante – me direciono aos colegas da faculdade - que todos nós acadêmicos do Centro de Humanidades participemos deste projeto. Parabéns aos idealizadores.
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Projeto Flores no Campus

No tempo em que ventos suis
Causavam estragos gerais
Fiz barrocas nos quintais
E plantei cravos azuis
(Ariano Suassuna).

Observando os canteiros do Centro de Humanidades quase vazios de flores, com o solo impactado pelos anos sem cobertura vegetal, lembramos dos quintais cuidados por pessoas do campo: cheios de roseiras, de cravos, margaridas, violetas, e tantas outras flores nativas de nossa terra. Lembramos também que no Centro de Humanidades, existem mais de 2.500 estudantes, dezenas de professores e servidores técnico-administrativos que são sensíveis à natureza. Sabemos que muita gente observa essa falta de flores em nossos canteiros e começamos a sonhar com uma carreada de doações de pequenas mudas, já prontas para serem transplantadas para os canteiros.

Lembramos que flores remetem a poesia, a escritos amorosos e a perfumes suaves que só as flores conseguem espalhar em aromas multivariados. Foi como essa pequena estrofe de Ariano Suassuna, que resolvemos lançar esse desafio para a comunidade acadêmica do Campus III da UEPB. “Flores no Campus” com flores do campo. No começo, estamos a “semear palavras”, depois, esperamos que cada um doe uma plantinha dessas que começam a crescer em um canto de jardim e de repente deixa tudo florido. Pode ser, também, a doação de plantas ornamentais, que nem sempre floram, mas que o colorido das folhas, também alegram o coração.

Então, o objetivo é semear flores no jardim do Campus III, um trabalho coletivo em que, cada um será responsável em trazer de casa, uma muda adequada ao jardim. Não precisa ser uma muda de árvore. Esperamos que sejam plantinhas rasteiras, arbustos, roseiras, plantas medicinais, etc.

Queremos aproveitar os meses de chuva, pois facilitarão o trabalho do pessoal de apoio e com a compra ou doação de terra para jardim, estrumo animal e o corte do solo, para que haja uma maior penetração da água e melhor distribuição dos canteiros, tudo vai dar pé. Muitos estudantes do CH moram em sítios, fazendas, povoados e cidades pequenas e médias, locais em que a natureza flui com maior facilidade. Assim, “lançamos essa semente” e esperamos contar com a participação de todos/as, pois acreditamos que no próximo ano o Campus III da UEPB apresentará uma nova imagem com sua paisagem florida.

Guarabira, maio de 2010
Professora: Wanilda Lima Vidal de Lacerda
Professor: Belarmino Mariano Neto

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Artigo: "O jogo sujo"

Publico a seguir artigo enviado ao nosso blog pela colega de faculdade e jovem estudante de Letras na UEPB em Guarabira, Rejane Soares, sobre o jogo sujo da política no Brasil e na Paraíba.

Por Rejane Soares

Não é de hoje que a política, a arte de governar bem, deixou de ser praticada, dando lugar à politicagem. Todos que tentam fazer algo benéfico para a população ou são assassinados ou difamados. Tomemos como exemplos os irmãos Graco (em Roma) que foram mortos, porque lutaram pela reforma agrária; Carlos Prestes em sua marcha pelo comunismo; Cristo o verdadeiro exemplo e tantos outros.

Um Brasil de café com leite, colocando seus eleitores no cabresto e comprando sua dignidade por ninharia, envergonham muitos corajosos que lutaram e perderam a vida por causa desse direito fundamental “o direito do voto”.

Infelizmente o nosso estado também passa por um caos. Com essa praga irremediável que causa a morte, seja por falta de atendimento médico de qualidade; pela fome ocasionada por falta de emprego; por sua insegurança ou pelo grande mal a “deseducação”. Governadores que se preocupam apenas consigo mesmos e distribuem migalhas aos seus seguidores, essas que influenciam na vida de cada um de nós, pois os maus profissionais estão aí a matar: sonhos, esperanças e oportunidades. São escolhidos não por capacidade, mas por “adulação e obediência”.

Hoje o estado do “rio ruim” se vê aflito e fazendo jus ao seu adjetivo. Mais uma eleição e agora é o momento dos “bombardeios”. De um lado mais de cinquenta anos de mesmice e do outro uma “inovação” tosca, porque teve de aliar-se a uma cassação. É... A politicagem tem dessas coisas!

Quem antes apresentava projetos e desenvolvia-os, como o empreendimento para o pequeno comerciante, que ouvia a população através da consulta popular; fazia reformas na cidade, é colocado como monstro e alvo, isso é a tradição! Em face de um coronel que não inova e só olha para uma única direção.

Como um escritor costumava dizer “o que falta a este estado: verdade, o que mais que se ponha honra. O que falta a Paraíba é verdade, honra e vergonha”.

Talvez seja utopia imaginar que isto um dia mudará, mesmo assim ainda acredito, porque “quando a gente muda o mundo muda com a gente, mudamos o mundo com a mudança da mente e quando mudamos ninguém manda na gente”. (Gabriel, o pensador). E dessa vez as pessoas analisarão os políticos, recusarão as troquinhas. Então, a dignidade prevalecerá e a política renascerá das cinzas. E poderei mudar o título desse artigo, acabando com esse jogo sujo.
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