quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Nos Estados Unidos: Mais de 42 milhões de americanos dependem do Bolsa Família (food stamps) para comer
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Nações Unidas reiteram condenação do bloqueio dos EUA a Cuba
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Os segredos internacionais por trás da “Revolução do Ódio” no Brasil
terça-feira, 19 de outubro de 2010
FHC e representantes da Globo fazem reunião com investidores estrangeiros e prometem a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil e de Itaipu

terça-feira, 21 de setembro de 2010
Americana que foi solta no Irã agradece ajuda do Brasil em sua libertação
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Brasil ultrapassa os Estados Unidos entre os países preferidos para investimentos. Calado, Serra!

O Serra perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Na entrevista que deu hoje (6) ao Estadão , quis negar o crescimento econômico do Brasil, confirmado por todos os indicadores, e disse que apenas China e Índia surfaram na crise. E disse que Dilma “parece não ter estudado economia”
Pois a Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) divulgou hoje uma pesquisa feita anualmente com 236 empresas multinacionais e 116 agências de promoção de investimentos pelo mundo que mostra o Brasil como o terceiro país preferido para investimentos até 2012, à frente dos Estados Unidos e de países da Europa. O gráfico está aí acima e você pode clicar para ampliar e conferir.
E o que coloca o Brasil no pódio do destino dos investimentos mundiais é o crescimento do mercado doméstico, obra do governo Lula, e o interesse pelo setor de commodities, como o de mineração, que infelizmente não está mais em poder do Estado, pois sua principal companhia, a Vale, foi vendida a preço de banana no governo de Fernando Henrique Cardoso, com empenho pessoal de Serra.
Como mostra o correspondente do Estadão em Genebra, as multinacionais apostam em alta do fluxo de investimentos no mundo nos próximos dois anos, voltado preferencialmente para os Brics.
Das 236 multinacionais que participaram do levantamento, mais de cem apontaram a China como prioridade em seus investimentos. Índia e Brasil aparecem praticamente empatados, com uma ligeira preferência para Nova Delhi, destino preferido de 72 empresas, contra 70 exatas que optam pelo Brasil.
Em 2009, o Brasil recebeu US$ 25,9 bilhões em investimento externo direto, e nos primeiros sete meses de 2010 recebeu US$ 14,7 bilhões, segundo o Banco Central.Isso apesar de nossa grande imprensa ter previsto o caos quando, há um ano, a entradfa de capital externo foi taxada em míseros 2%. Pouco, muito pouco, como afirmei aqui.
A ONU estima que o volume do fluxo mundial de investimentos pode chegar a US$ 1,5 trilhão em 2011, e variar de US$ 1,6 trilhão a US$ 2 trilhões em 2012. Os EUA cairam para a quarta posição no interesse de investimentos das multinacionais, e a Rússia é a quinta colocada.
Quem parece não entender de economia é o Serrinha “não pode mais de despeito”.
sábado, 28 de agosto de 2010
O que está havendo na Colômbia?
Do Nassif OnlineAlgo muito estranho está acontecendo na Colômbia. Depois da derradeira bufonaria uribiana, "acusando" a Venezuela de abrigar guerrilheiros colombianos no seu território - à qual aderiram alegre e entusiasticamente os americanos e os nossos bufões tupiniquins -, o presidente recém-empossado parece estar operando uma reviravolta total nas relações da Colômbia com os EUA, com as FARC, com os vizinhos e especialmente com o Brasil e a Venezuela.
Nem bem tomou posse, o novo presidente declarou que a sua prioridade era normalizar as relações com a Colômbia, parou de falar em guerrilheiros em território venezuelano e aceitou a mediação da Unasul no conflito com o vizinho, encontrando-se com o presidente venezuelano na cidade venezuelana onde nasceu o Simón Bolívar e trocando rasgados elogios com o principal inimigo do seu antecessor. Em seguida, declarou-se disposto a abrir negociações com as FARC - coisa que o Uribe se negava a fazer - e, logo de um atentado à bomba que matou nove pessoas e foi atribuído às FARC pelos suspeitos de sempre, o líder do partido do governo no congresso colombiano acusou a extrema-direita e os paramilitares de serem os autores do massacre, numa tentativa de sabotar o diálogo com a guerrilha.
Como se não bastasse, a Corte Constitucional colombiana declarou inconstitucional o acordo militar Colombia-EUA que permitia aos americanos usar sete bases em território colombiano para atividades nunca esclarecidas, e o Juan Manuel Santos, em vez de protestar e defender a validade do acordo, declarou que o vai encaminhar ao congresso para discussão aberta, durante a qual todos os termos do acordo que tanta celeuma causou na América Latina e principalmente com a Venezuela serão discutidos; isto efetivamente liquida o acordo atual, que deixa de ter validade até ser votado, e elimina toda possibilidade de cláusulas secretas em qualquer eventual acordo no futuro.
Ontem, rompendo uma tradição que já se tornara quase parte do protocolo oficial, declarou que a sua primeira viagem internacional como presidente será ao Brasil, e não aos Estados Unidos. E anunciou ao mesmo tempo que receberá o presidente Chávez da Venezuela em Bogotá na próxima terça-feira, em visita oficial.
Finalmente, hoje, depois de cinco dias de negociações bilaterais frenéticas entre a Venezuela e a Colômbia, os chanceleres dos dois países anunciaram um pacote de quinze medidas de normalização das relações que inclui, entre outras coisas impensáveis há dez dias, operações conjuntas da Colômbia e da Venezuela contra a guerrilha e os paramilitares na zona fronteiriça.
Não tenho elementos para formar uma opinião definitiva sobre os motivos e as reais intenções do Juan Manuel Santos. Porém, se a tendência indicada nas suas primeiras ações de governo se confirmar e se consolidar, podemos estar assistindo ao início da pacificação da Colômbia e das suas relações com a América Latina, trazendo esse grande país ao convívio pacífico e frutífero com a comunidade das nações sul-americanas.
_____________________
PITACO DO ContrapontoPIG
Será que o sonho de ver Colômbia e Venezuela em paz vai se realizar?
Será que nós, sulamericanos, podemos pensar numa verdadeira integração ?
Vamos esperar os próximos passos, principalmente dos EUA.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Aliados dos Estados Unidos: Presidente Reagan recebe líderes talibãs na Casa Branca
Foi no ano de 1985. Os talibãs eram então chamados de "mujahedins". Hoje, a mídia estadunidense (e os opinionistas periféricos) emana ódio de raça contra os que já foram agraciados - pelo presidente Reagan - de "cavalheiros", de "lutadores da liberdade" e de serem o "equivalente moral dos pais fundadores da América".
Não é preciso dizer que depois dessa honrosa recepção, os líderes das tribos afegãs que combatiam os invasores soviéticos (da ex-URSS) foram presenteados com muito dinheiro, recursos logísticos, especialistas, e armamentos modernos. Foi graças aos mísseis soviéticos que os mujahedins/talibãs conseguiram derrotar os invasores da já combalida União Soviética. Alguém perguntará: mísseis soviéticos? Como assim? É que a Casa Branca, a diplomacia e o serviço secreto optaram por não bater de frente com Moscou, portanto, compravam armamentos e helicópteros no mercado negro (ou pior, através das máfias de armas) para entregar aos rebeldes afegãos.
Em fevereiro de 1989, os soviéticos se retiram definitivamente do Afeganistão, completamente desmoralizados. Esse fato acelerou o desmoronamento da União Soviética, que se desfaz em Alma Ata (cidade do Cazaquistão onde Trostski foi exilado por Stalin em janeiro de 1928) no dia 21 de dezembro de 1991.
O neoliberalismo - que agora está nos estertores - era presenteado com o seu maior trunfo propagandístico e incentivo ideológico: a derrota humilhante do dogma stalinista do planejamento econômico e do capitalismo de Estado - astuciosamente denominado de socialismo.
Muitos sustentam que a queda da URSS foi o primeiro sinal da grande crise do capital - a teoria do elo mais fraco - que se desdobrou de fato anos depois, e hoje encontra-se no seu momento mais dramático, com a depressão generalizada na Europa, especialmente no Leste.
Segundo o economista, pesquisador da Universidade de Viena, que ontem tivemos o privilégio de ouvir em palestra na FEE, Joachim Beker, a "atual crise do Leste europeu faz os números da grande depressão de 1929 parecerem grandezas liliputianas, face a gravidade das suas economias absolutamente quebradas e sem nenhuma perspectiva de futuro".
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Enquanto Lula promove o diálogo entre a Venezuela e a Colômbia, imprensa brasileira segue orientação de Hillary Clinton e pede guerra

segunda-feira, 31 de maio de 2010
A saudade do servo na velha diplomacia brasileira
Copiado do blog Terra BrasilisEscrevo isso a propósito de nossa imprensa comercial, os grandes jornais do Rio, de São Paulo e de Porto Alegre, com referência à política externa do governo Lula no seu afã de mediar junto com o governo turco um acordo pacífico com o Irã a respeito do enriquecimento de urânio para fins não militares. Ler as opiniões emitidas por estes jornais, seja em editoriais seja por seus articulistas, alguns deles, embaixadores da velha guarda, reféns do tempo da guerra-fria, na lógica de amigo-inimigo é simplesmente estarrecedor. O Globo fala em "suicídio diplomático"(24/05) para referir apenas um título até suave. Bem que poderiam colocar como sub-cabeçalho de seus jornais:"Sucursal do Império" pois sua voz é mais eco da voz do senhor imperial do que a voz do jornalismo que objetivamente informa e honestamente opina. Outros, como o Jornal do Brasil, tem seguido uma linha de objetividade, fornecendo os dados principais para os leitores fazerem sua apreciação.
As opiniões revelam pessoas que têm saudades deste senhor imperial internalizado, de quem se comportam como súcubos. Não admitem que o Brasil de Lula ganhe relevância mundial e se transforme num ator político importante como o repetiu, há pouco, no Brasil, o Secretário Geral da ONU, Ban-Ki-moon. Querem vê-lo no lugar que lhe cabe: na periferia colonial, alinhado ao patrão imperial, qual cão amestrado e vira-lata. Posso imaginar o quanto os donos desses jornais sofrem ao ter que aceitar que o Brasil nunca poderá ser o que gostariam que fosse: um Estado-agregado como é Hawai e Porto-Rico. Como não há jeito, a maneira então de atender à voz do senhor internalizado, é difamar, ridicularizar e desqualificar, de forma até antipatriótica, a iniciativa e a pessoa do Presidente. Este notoriamente é reconhecido, mundo afora, como excepcional interlocutor, com grande habilidade nas negociações e dotado de singular força de convencimento.
O povo brasileiro abomina a subserviência aos poderosos e aprecia, às vezes ingenuamente, os estrangeiros e os outros povos. Sente-se orgulhoso de seu Presidente. Ele é um deles, um sobrevivente da grande tribulação, que as elites, tidas por Darcy Ribeiro como das mais reacionárias do mundo, nunca o aceitaram porque pensam que seu lugar não é na Presidência mas na fábrica produzindo para elas. Mas a história quis que fosse Presidente e que comparecesse como um personagem de grande carisma, unindo em sua pessoa ternura para com os humildes e vigor com o qual sustenta suas posições.
O que estamos assistindo é a contraposição de dois paradigmas de fazer diplomacia: uma velha, imperial, intimidatória, do uso da truculência ideológica, econômica e eventualmente militar, diplomacia inimiga da paz e da vida, que nunca trouxe resultados duradouros. E outra, do século XXI, que se dá conta de que vivemos numa fase nova da história, a história coletiva dos povos que se obrigam a conviver harmoniosamente num pequeno planeta, escasso de recursos e semi-devastado. Para esta nova situação impõe-se a diplomacia do diálogo incansável, da negociação do ganha-ganha, dos acertos para além das diferenças. Lula entendeu esta fase planetária. Fez-se protagonista do novo, daquela estratégia que pode efetivamente evitar a maior praga que jamais existiu: a guerra que só destrói e mata. Agora, ou seguiremos esta nova diplomacia, ou nos entredevoraremos. Ou Hillary ou Lula.
A nossa imprensa comercial é obtusa face a essa nova emergência da história. Por isso abomina a diplomacia de Lula.
Leonardo Boff junto com Mark Hathaway escreveu o livro The Tao of Liberation. Exploring the Ecology of Transformation, N.Y. 2009.
Israel se comporta da mesma forma que Ritler e prossegue com o holocausto, agora, dos Palestinos
Depois, ocupação dos territórios palestinos, militarmente, seguida da instalação de assentamentos com judeus chegados especialmente dos países do leste europeu, recortando os territórios palestinos.
Não contentes com esse esquartejamento dos territórios palestinos, veio a construção de muros que dividem esses territórios, buscando não apenas tornar inviável a vida e a sustentabilidade econômica da Palestina, mas humilhar a população que lá resiste.
Há um ano e meio, o massacre de Gaza. A maior densidade populacional do mundo, cercada e afogada na sua possibilidade de sobrevivência, é atacada de forma brutal pelas tropas israelenses, com as ordens de que “não há inocentes em Gaza”, provocando dezenas de milhares de mortos na população civil, em um dos piores massacres que o mundo conheceu nos últimos tempos.
Não contente com isso, Israel continua cercando Gaza. Um ano e meio depois nem foi iniciado o processo de reconstrução, apesar dos recursos recolhidos pela comunidade internacional, porque a população continua cercada da mesma maneira que antes do massacre de dezembro 2008/janeiro 2009. As epidemias se propagam, enquanto remédios e comida apodrecem no deserto, do lado de fora de Gaza, cercada como se fosse um campo de concentração pelas tropas do holocausto contemporâneo.
Periodicamente navios tentavam levar comida e remédios à população de Gaza, chegando por mar, de forma pacífica, mas sistematicamente eram atacados pelas tropas israelenses. Desta vez a maior comitiva internacional de paz, com cerca de 750 pessoas de vários países, se aproximou de Gaza para tentar romper o bloqueio cruel que Israel mantêm sobre a população palestina. Foi atacada pelas tropas israelenses, provocando pelo menos 19 mortos e várias de dezenas de feridos.
Quem representa perigo para a paz na região e para a paz mundial? O Irã ou Israel? Quem perpetra massacres após massacres contra a indefesa população palestina? Quem impede que a decisão da ONU seja colocada em prática, senão Israel e os EUA, bloqueando a única via de solução política e pacifica para a região – o reconhecimento do direito palestino de ter seu Estado? Quem comete os piores massacres no mundo de hoje, senão aqueles que foram vítimas do holocausto no século passado e que se transformaram de vítimas em verdugos?
*Fotos do massacre de 2009, do blog de Virgílio Freire. Copiadas do blog do Saraiva.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Cineasta norte-americano afirma que imprensa da Venezuela é histérica. Se ele conhecesse a do Brasil...
Do blog Tijolaço - Brizola NetoReproduzo alguns trechos:
O filme é pró-Chávez?
O presidente Hugo Chávez tenta controlar a mídia na Venezuela…
Há relatos de jornalistas sobre a pressão do governo.
Acho que o Oliver Stone precisava ver um pouco como é a nossa, aqui.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Recuo dos EUA? Obama escreve a Lula e diz que acordo com Irã criaria confiança
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em uma carta ao seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva que o acerto de troca de combustível nuclear com o Irã criaria “confiança” no mundo, segundo trechos do documento enviado há 15 dias, antes do acordo de Teerã, e obtidos pela Reuters nesta sexta-feira.O Brasil, que mediou com a Turquia o acordo com o Irã, alega que a carta de Obama inspirou a maioria dos pontos da Declaração de Teerã, por meio da qual a “República Islâmica do Irã concorda em depositar 1.200 kg de urânio levemente enriquecido” na Turquia. Em troca, o país receberia 120 kg de combustível para um reator de pesquisas médicas localizado na capital iraniana.
A Reuters teve acesso a trechos da correspondência e comparou alguns de seus pontos com o acordo assinado na última segunda-feira. Nela, Obama retoma os termos do acordo que o Grupo de Viena havia proposto no ano passado, cujos principais elementos constam no acerto entre Brasil, Turquia e Irã. “Do nosso ponto de vista, uma decisão do Irã de enviar 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento para fora do país geraria confiança e diminuiria as tensões regionais por meio da redução do estoque iraniano” de LEU (urânio levemente enriquecido na sigla em inglês), diz Obama, segundo trechos obtidos da carta.
Clique aqui para ler a matéria da agência Reuters no portal Terra
Fonte: Agência Reuters
Quem representa perigo para a paz mundial?

O acordo logrado com o Irã confirma esse critério. O Brasil e a Turquia, membros atuais do Conselho de Segurança, aderentes ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, países do Sul do mundo, puderam obter com o Irã o acordo que a Agência da ONU pede. No entanto, os EUA - tomados de surpresa, porque não acreditavam (e torciam para) que o acordo pudesse ser obtido, agora apelam para o argumento de que “Não acreditamos na palavra dele”, quando o que buscava era exatamente uma palavra e um esquema de apoio. Obtidos, inviabilizariam as sanções que os EUA querem impor.
A atitude dos EUA é a mesma que tiveram no ataque ao Iraque. Queriam provas de armamento de destruição em massa, não obtiveram, alegaram que sim, havia, com isso passaram por cima do Conselho de Segurança da ONU, junto com a Grã Bretanha atacaram e destruíram a mais antiga civilização da história (foram destruídos os lugares históricos e sagrados, mas protegidas as torres de petróleo – o objetivo real da ocupação).
Quem representa perigo para a paz mundial? O Irã, que talvez pudesse vir a construir armamento nuclear, mas que não ocupa nenhum outro país? Ou os EUA, único país na história que usou a bomba atômica – contra Hiroshima e Nagasaki -, possui um arsenal de todo tipo de armamento que representa a metade de todo o armamento existente no mundo? Que atualmente ocupam o Iraque e o Afeganistão, que tem uma história de invasões, ocupações, desembarques militares, amplamente conhecida?
Que desrespeitou o Conselho de Segurança da ONU e atacou o Iraque, apoiado em acusações que não se confirmaram? Que possui bases militares em mais de 10 países em todo o mundo? Ou Israel, que possui armamento nuclear, ameaça constantemente atacar o Irã e ocupa os territórios que devem, segundo a ONU, ser destinados ao Estado Palestino?
Emir Sader
Sociólogo e Cientista Político
sábado, 15 de maio de 2010
Embaixador dos EUA: “Vamos trombar com o Brasil”
Os Estados Unidos torcem ardentemente para que a missão de Lula no Irã seja um fracasso. Por um motivo muito simples: Lula deseja um entendimento que solucione o conflito em torno da questão nuclear em Teerã, o que poderá frustrar o plano norte-americano de sanções do Conselho de Segurança da ONU e sabe-se lá o que pode vir depois.Esta diferença de visão quanto à política internacional começa a incomodar os EUA. Em entrevista ao Financial Times, o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, disse isso com todas as letras: “À medida que o Brasil se torna mais assertivo globalmente e começa a afirmar sua influência, vamos trombar com o Brasil em novos temas, como Irã, Oriente Médio, Haiti”.
O embaixador acrescentou que embora a emergência do Brasil seja muito positiva de uma maneira geral, ela nos desafia porque significa que temos que repensar como entendemos nosso relacionamento.”
Acho que não é necessária mais nenhuma explicação. O protagonismo brasileiro e, principalmente, a independência em relação aos EUA nas questões de política externa passaram a ser vistos como uma ameaça. Os EUA ficaram extremamente frustrados com a negativa brasileira de punir o Irã quando Hillary Clinton veio aqui em março pedir isso a Lula.
Os EUA, assim como muitos colunistas da nossa imprensa, não aceitam que a política externa brasileira é soberana e que o país passou a ter um papel de influência em escala global, difícil de ser assimilado por mentes cucarachas. Se Lula for bem sucedido em Teerã – e tomara que seja, porque isso evitaria retaliações, sofrimento ao povo iraniano e guerra – os EUA sairiam ridicularizados. É por isso que jogam tanto contra.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Lula tem apoio da França e Rússia para negociar com o Irã
Do Portal Vermelho



